“A barba mal feita, o sorriso gentil e jeito manso de falar. Mania de morder o lábio inferior, o perfume bom e o andar confiante. A maneira como a voz fica grave quando fala em público, a risada ritmada e o senso de humor grosseiro. A inteligência aliada à cultura, o cavalheirismo peculiar e o jeito de botar as mãos nos bolsos. O estalar os dedos de nervoso, a alegria quase infantil diante de piadas bobas e o olhar que atravessa. Eu achava tudo o que ele era e fazia lindo. E o moço era tudo de bom mesmo, tudo que eu sempre quis. E adivinhe? Eu nunca iria tê-lo. Não deveria pensar nele nem falar sobre. E, cada vez que tentava me convencer disso, eu só pensava mais e mais. E falava mais e mais. E desejava muito, muito mais.”
“Eu só digo que vocês dois se merecem. Eu não sei se você faz isso porque não tem amor-próprio ou porque tem até demais, mas você é só uma daquelas meninas que não sabem o que querem e nessa incerteza, você leva todos pro buraco junto contigo. Já reparou? Destrói tudo que gosta de você. E ele é só um cara que diz que não sabe o que quer, mas que no fundo, não quer nada com nada. Não gosta de nenhuma, não gosta nem de si mesmo, só gosta de saber que consegue ter as coisas. Você é uma vadia, e ele é um imbecil. Combina.”
“Você tira a minha paz - eu constato quando olho o relógio e calculo as horas que passei repassando o dia na minha cabeça para não perder nenhum gesto seu. Depois, acabo de constatar também que a paz nunca me apeteceu, não me preenche. Mas a inquietude… Ah, essa sempre me deixou acordado encarando paredes brancas às três da manhã.”
in Danish, we don’t say “I love you” we say “hendes fisse skaldet ligesom calliou” which means “you are part of me” and i think that’s really beautiful